terça-feira, 21 de setembro de 2010

À noite a lua sonha com mais indolência..assim como uma bela, 
que sobre o divã afaga com a mão, de leveza a inconsciência..
antes de adormecer os seios de maçã..
No dorso de cetim de tenras avalanchas..morrendo ela se entrega a longas lassidões..
e vai passeando o olhar por visionárias manchas..
que sobem pelo azul igual à florações..
Se às vezes sobre o globo entre ociosa e lasciva..
ela deixa tombar a lágrima furtiva..
inimigo do sono, poeta enfim de rastros..
no côncavo das mãos procura aprisioná-la..
e vendo-a, refulgir como um grão de opala..
põe-na no coração, longe do olhar dos astros..

( Tristeza da Lua - Les Fleus du Mal -
Charles Pierre Baudelaire - Tradução de Pietro Nasseti )



sábado, 11 de setembro de 2010



Tímida Lua

Tímida lua, escondida numa nuvem de poeira.
Eu posso ver sua face branca
Espero que você possa ouvir minha musica, acanhada lua.
Por que não pode detê-la

Você não sabe que eu sofro?
E você vai me assistir chorar daqui a pouco, tímida lua.
Brilhe por entre a poluição
Encontre para mim, a solução.

Eu esperarei no alto de uma duna, tímida lua.
Brilhe através da poluição
Encontre para mim a solução
Eu esperarei no alto de uma duna, tímida lua.


Caetano Veloso

..

Fez como a Lua formosa, que de formosa seduz;
quando quer também faceira esconde a luz..

Acaso -  José Maria V. da Silva


Nas horas mortas da noite, como é doce meditar..
Quando as estrelas cintilam, nas ondas quietas do mar..
Quando a lua majestosa, surgindo linda e formosa..
como a donzela vaidosa..
nas águas vai se mirar..

Casimiro de Abreu


Fonte..